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	<title>Patricia Valente: Astrologia. Mapa Astral. Horoscopo. Cursos. Consultas.</title>
	<link>http://www.patriciavalente.com.br</link>
	<description>Site da Astróloga Patrícia Valente</description>
	<pubDate>Sun, 19 Oct 2008 23:12:15 +0000</pubDate>
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		<title>Consultoria Astrológica Empresarial</title>
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		<pubDate>Sun, 19 Oct 2008 23:06:05 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Patrícia Valente</dc:creator>
		
		<category><![CDATA[Astrologia]]></category>

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		<category><![CDATA[2º destaque]]></category>

		<category><![CDATA[Artigos em Destaque]]></category>

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		<description><![CDATA[ O importante é esclarecer as correlações que existem entre as posições dos astros e os eventos humanos. Com efeito, todos os mecanismos de funcionamento do universo obedecem a eventos cíclicos; as equações da física representam matematicamente as leis cíclicas naturais. Da mesma forma, a Astrologia, por meio da observação do movimento dos astros e dos ciclos astronômicos, estabelece correlações com as ocorrências da vida na Terra. ]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p><span class="descricao">Astrologia Empresarial</span><br />
<small class="autor">por Maurício Bernis</small></p>
<p>A <a href="http://www.astrobrasil.com.br/site/astrologia-aplicada/astrologia-empresarial/">Astrologia Empresarial</a> é uma especialização da Astrologia, aplicada à análise de negócios e de situações empresariais, que permite assessorar empresas em diversas situações, desde indicação de momentos e períodos mais adequados a abertura de negócios, lançamentos de produtos, campanhas promocionais e publicitárias, análise de atuação da empresa em nível estratégico e tático, indicação de investimentos e até na contratação e desenvolvimento de pessoal.</p>
<p>Esta prática tem sido freqüentemente documentada na imprensa nacional e internacional. E também não se trata de uma novidade, pois, no início deste século, o banqueiro J.P.Morgan nos legou a seguinte frase: <em>Milionários não usam Astrologia, só os bilionários</em>. Segundo N. Sementovsky-Kurilo, em El Hombre e su Estrella (Ed.1989), foi realizado na Alemanha um levantamento que apontou que seis milhões de pessoas se dedicam aos estudos astrológicos como profissionais ou aficcionados. Isto na década de 60!</p>
<p>Seria exaustivo listar os numerosos registros dos acertos das consultorias astrológicas estampados na imprensa. O importante é esclarecer as correlações que existem entre as posições dos astros e os eventos humanos. Com efeito, todos os mecanismos de funcionamento do universo obedecem a eventos cíclicos; as equações da física representam matematicamente as leis cíclicas naturais. Da mesma forma, a Astrologia, por meio da observação do movimento dos astros e dos ciclos astronômicos, estabelece correlações com as ocorrências da vida na Terra. E, ao longo do tempo, inúmeras pesquisas e estudos têm validado a eficácia da Astrologia como instrumento de identificação e análise de ciclos. Deste modo, a inserção de técnicas astrológicas no ambiente empresarial - que nada têm de crendice ou de superstição - permite a análise destas correlações cíclicas.</p>
<p>Assim, o uso da Astrologia Empresarial insere-se neste contexto de mudança e necessidade de conduzi-la, sendo um instrumento inovador e útil no processo de tomada de decisões em qualquer área da vida empresarial.</p>
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		<title>Um Planeta Ecológico</title>
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		<pubDate>Mon, 13 Oct 2008 05:54:46 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Patrícia Valente</dc:creator>
		
		<category><![CDATA[Astrologia]]></category>

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		<category><![CDATA[Artigos em Destaque]]></category>

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		<description><![CDATA[Plutão leva, mas sempre avisa, com  muita antecedência, a que virá e quando virá.  Além de avisar, ele nos dá a chance de escolher. E mesmo assim, depois de avisado e visitado por Plutão, você não estará acabado. Plutão leva o peso morto, as tralhas e bugigangas que insistimos em carregar desnecessariamente e das quais não nos desapegamos de jeito nenhum. ]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p><em><span class="descricao">Plutão</span></em><br />
<em><small class="autor">por Patrícia Valente</small></em></p>
<p>Quantas vezes nos deparamos com armários lotados nos quais não cabem mais nem uma agulha? Ou estantes atulhadas de livros? E os arquivos de computador repletos de pastas que já nem sabemos mais o que têm dentro? Ai de nós se precisarmos de alguma informação. Não sabemos nem por onde começar a procurar. Desanimador. Relutamos em nos livrar de qualquer coisa. E se jogarmos fora algo fundamental, imprescindível?! Melhor guardar. Guardar tudo. Quem guarda tem. Tem tudo. Tem muito de tudo. Só não tem a mais remota idéia do que é importante. E nem espaço para o novo.<br />
 Apegamo-nos a tudo e guardamos tudo. Roupas que já não servem, carregadores de celulares que já não temos, e-mails antigos sem respostas, lembranças dolorosas, mágoas antigas, papel de bombom. Além de armazenarmos compulsivamente, despendemos muita energia para manter tudo isso. Acúmulos consomem energia física, psíquica e emocional.<br />
 Um belo dia, sem mais essa nem aquela, o computador dá pau! Pifa! A primeira reação é de pânico! Pânico completo! Meu Deus, como viver sem o banco de dados? E os incontáveis arquivos de imagens armazenadas para um uso futuro? O que fazer? Chamar o técnico, claro! Só ele poderá nos salvar da danação completa e ressuscitar o velho equipamento com suas preciosas informações. Depois da análise técnica, fria, pragmática, ele nos dá o diagnóstico: não tem jeito, perdeu tudo! O disco rígido não agüentou. Queimou. Humildemente nos rendemos aos fatos. Temos que comprar outro equipamento e começar tudo de novo. Do zero. Também, quem mandou não fazer a faxina antes? Sabíamos do acúmulo, do excesso, do apego. Só não tínhamos coragem de selecionar e eliminar o supérfluo, o obsoleto. Faltou atitude ecológica.<br />
 Para brotar vida nova são necessários luz e oxigênio. A semente precisa morrer para a planta nascer e florescer. A flor morre para dar lugar ao fruto. O fruto morre para dar lugar ao novo ciclo. Start from scratch, como se diz em inglês, começar do zero. “Rebootar” o sistema.<br />
 Plutão é o planeta responsável pela seleção, reciclagem, morte e renascimento na astrologia. É ele quem rege as várias mortes em vida que precisamos fazer.<br />
 Na mitologia grega, Plutão reina no mundo inferior. Seu nome original é Hades, o invisível. O nome Plutão significa rico. Rico em almas. Cabe a ele receber as almas, verificar se, em vida, cumpriram sua missão e prepará-las para o retorno. Início de um novo ciclo.<br />
<span class="pullquote">Na viagem ao Hades, o mundo inferior, a alma passará por uma transformação.</span> Irá se despir dos excessos, do apego, do supérfluo, recuperando sua essência, sua verdade original. Assim, a seco. Sem máscaras. Sem espelhos.<br />
 Uma das primeiras travessias dessa alma é pelo rio infernal Aqueronte, rio do infortúnio. Chegando à margem para a travessia de barco, a alma se deparará com o barqueiro Caronte. A alma precisa pagar um pedágio para o condutor do barco para poder atravessar. É o óbolo. Além de pagar, a própria alma é quem vai remar o barco. No meio desse rio tem uma ilha, a ilha dos mortos. A dona desta ilha é a Medusa, aquela que petrifica quem a olhar de frente. O detalhe é que a alma tem que olhar para ela, mas de maneira indireta, para poder seguir viagem. A alma que não conseguir fazer isso permanecerá lá, na ilha dos mortos, petrificada por toda a eternidade. Não conseguirá concluir a travessia e muito menos retomar sua jornada de retorno à existência.<br />
 Já pensou? Petrificado por toda eternidade? Petrificado e consciente, um verdadeiro morto-vivo, uma assombração. Eu, hein?<br />
 Seja um disco rígido, seja uma planta, seja um alma ou uma pessoa, a mensagem de Plutão é clara, inequívoca, cirúrgica. Mude! Desapegue-se! Jogue fora o lixo, o excesso. Limpe. Ventile. Areje. Ilumine. Sempre, tudo e você mesmo. Do contrário, é ele, Plutão, quem escolherá o que deverá ser reciclado. E não fará perguntas se você quer ou não, se gosta ou não. Chega, pega e leva. Fim de papo. Assim como quando é chegada a hora do parto, o bebê não vai perguntar para a mãe ou para o médico se já pode nascer. Nasce e pronto. Entra na existência. Sem roupas, sem dentes, sem cabelos, sem defesas e sem malícia. Mas pleno em potencialidades. Rico em vida.<br />
 Plutão leva, mas sempre avisa, com muita antecedência, a que virá e quando virá. Além de avisar, ele nos dá a chance de escolher. E mesmo assim, depois de avisado e visitado por Plutão, você não estará acabado. Plutão leva o peso morto, as tralhas e bugigangas que insistimos em carregar desnecessariamente e das quais não nos desapegamos de jeito nenhum. Ele arranca de nós o que já não tem vida há muito tempo, mas sempre deixa novas sementes e o terreno fertilizado. Sempre nos oferece a chance de fazermos o novo. Sempre deixa o começo de algo. Algo mais afinado e alinhado com nossa própria essência. Plutão não trabalha com o mercado de derivativos existenciais.<br />
 Um vinho, para ser saboroso, deve ser produzido em terrenos difíceis. Quanto mais agreste, seco e rústico, mais trabalhoso será para a raiz da videira atingir a camada do solo onde há água. É justamente essa dificuldade que a raiz enfrenta que torna o vinho mais saboroso. Para atravessar dez metros em profundidade a raiz da videira pode chegar a três vezes seu tamanho, quase trinta metros, por causa do terreno pedregoso. Um dos vinhos mais saborosos e únicos, o Sauternes, é produzido a partir do ataque de um minúsculo fungo às uvas, o Botrytis cinerea. A uva praticamente apodrece para resultar nesse magnífico vinho!<br />
 Quando Plutão ingressa num signo, em média a cada quinze anos, ele pede transformações profundas naquilo que o signo representa. Hoje, final de 2008, Plutão está prestes a ingressar definitivamente no signo de Capricórnio. E lá ficará por uns quinze anos. A próxima vez em que isso ocorrerá será em, aproximadamente, 248 anos, pelo menos.<br />
 Plutão passando pelo signo de Capricórnio propõe desapego do materialismo, do status, do conservadorismo, do consumismo, do que está cristalizado e calcificado. À medida em que ele transita por este signo, levando embora a aparente segurança material, deixa expostas as raízes do signo oposto, Câncer. Câncer é o signo da origem, de onde você e eu viemos, a base, a matriz.<br />
 A opção é nossa. Agirmos ecologicamente e escolher como nos transformaremos ou ficarmos apegados às velharias e cacarecos até a próxima visita de Plutão. Termos a coragem de sermos nós mesmos por opção ou esperarmos que Plutão o faça por nós.</p>
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		<title>O Poder do Limite</title>
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		<pubDate>Mon, 13 Oct 2008 05:51:38 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Patrícia Valente</dc:creator>
		
		<category><![CDATA[Astrologia]]></category>

		<category><![CDATA[artigos por assunto]]></category>

		<category><![CDATA[Artigos]]></category>

		<category><![CDATA[Artigos em Destaque]]></category>

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		<description><![CDATA[Este ciclo astrológico do qual estou falando é conhecido como “retorno de Saturno”. Acontece para todos pela primeira vez por volta dos vinte e nove anos.
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			<content:encoded><![CDATA[<p><em><span class="descricao">Saturno</span></em><br />
<em><small class="autor">por Patrícia Valente</small></em></p>
<p><em><small class="autor"></small></em>Crescer é inexorável para todos os seres vivos, da semente do girassol, aos filhotes de qualquer espécie. Até os humanos.<br />
Crescer é, por vezes, um processo doloroso. E lento. É preciso abrir mão da antiga forma, qualquer que seja.<br />
Para que o novo seja edificado, a construção anterior precisar ser reavaliada, reconstruída, reformada ou, até mesmo, abandonada. Não se pode construir sobre bases frágeis, obsoletas ou inadequadas.<br />
Crescer pode até implicar em pagar tributos fisicamente. Durante a infância é freqüente as crianças sentirem dores nas pernas. São as dores do crescimento ósseo. Os ossos precisam crescer e se fortalecer para sustentar o adulto vindouro.<br />
Em determinada época da infância não se pode mais ficar só nas brincadeiras indefinidamente. Caem os dentes de leite, a presença na escola é obrigatória, é preciso fazer lição de casa e usar uniforme. Já não se pode faltar à aula por causa do frio ou do sono. A professora passa lição de casa, diz o que estudar, o que deve ser feito, o que vai cair na prova. Temos por volta de sete anos de idade nessa fase.<br />
Avançando no tempo, as obrigações aumentam. Os hormônios se fazem ativamente presentes. O adolescente, angustiado, se vê diante da escolha do curso preparatório para o vestibular. O que fazer? Que carreira seguir? Os pais sugerem algumas, os professores, outras. Ele mesmo, muitas vezes, não tem certeza do que quer. A sensação é do peso do mundo caindo sobre ele. Aos olhos do adolescente os adultos só sabem cobrar e dar ordens. É o auge da adolescência, quinze anos de idade.<br />
Passada essa fase, lá pelos vinte e dois anos, é época de formatura, graduação. É preciso arrumar um estágio, se é que já não foi exigido antes do estudante como pré-requisito para a conclusão do curso. Vai daqui, vai dali; enfim, um estágio! O chefe dá as cartas, dá as ordens e faz a avaliação do estágio. Resta obedecer.<br />
Há também os que não tiveram a oportunidade de cursar uma faculdade por falta de recursos materiais. Esses já estão há muito no mercado de trabalho, dando duro para sobreviver e, muitas vezes, sustentar a família.<br />
Quando se chega por volta dos vinte e nove anos, completa-se um ciclo. Astrologicamente é o primeiro ciclo completo de Saturno. Nesta fase é comum a ânsia por definições. Quem é estagiário quer efetivação, os solteiros pensam em estruturar a vida afetiva, os casados pensam no primeiro filho ou se terão o segundo. É hora de investir no imóvel próprio. É preciso poupar, economizar, pensar no futuro.<br />
Quantas responsabilidades! Que frio na barriga!<br />
A sensação é de que se tem diante de si um abismo intransponível e que o cálice sagrado está lá, do outro lado do abismo, reluzente, valioso, inalcançável. Sentimo-nos como Indiana Jones no filme “O Cálice Sagrado”, distante no tempo, mas absolutamente atual simbolicamente.<br />
Este ciclo astrológico do qual estou falando é conhecido como “retorno de Saturno”. Acontece para todos pela primeira vez por volta dos vinte e nove anos.<br />
Neste momento, diante do abismo, com a espinha gelada, vislumbramos uma frágil, porém real, ponte para o cálice. Para atravessar a ponte que nos levará ao Graal, ao futuro, precisamos escolher. Olhar, no presente, para o passado, para nossa história pessoal e escolher o que dela levaremos conosco e deixar o que não nos serve mais. Não se pode levar tudo, nem muito peso. A ponte não agüenta. Só passa um.<br />
Até agora nos disseram quem éramos. Sempre um adulto para indicar os parâmetros, falar o que fazer, para onde ir, como agir. Restritivo, porém cômodo.<br />
Aos vinte e nove anos é preciso deixar o passado para trás e com ele antigas definições do que achávamos que éramos, porque assim nos foi dito. Agora é hora de se escolher, começar a construção do edifício do si-mesmo, sair do chumbo para chegar ao ouro. Do passado ficam as fundações do novo indivíduo. Indivíduo é o não-dividido. Construir o si-mesmo dá trabalho, demora, cansa, traz medo e solidão. É a atuação de Saturno em sua plena potência.<br />
A maravilha que existe no retorno de Saturno, especialmente o primeiro, aos 29 anos, é que, para aqueles que escolhem atravessar a ponte, deixando para trás valores e conceitos que já não lhe são úteis, há o cálice sagrado do outro lado.<br />
<span class="pullquote">E o que contém esse tão almejado Graal? Dentro dele está a essência de quem somos. Estão a auto-realização, a auto-expressão, a conquista da própria identidade.</span> Dentro dele está o melhor lugar para se estar: dentro de si mesmo. Sendo o que se é, como disse Nietzsche, filósofo alemão do século XIX.<br />
Diante do abismo e do distante cálice, ao invés de ver para crer, é preciso crer para ver. Crer em si mesmo e nas próprias potencialidades para que a ponte se materialize diante dos seus olhos.<br />
Crescer, como dito no início, dói até os ossos. Mas são os ossos que nos mantêm em pé.<br />
Saturno rege os ossos, os dentes, os cabelos, os joelhos, o cálcio do organismo e a pele, maior órgão do corpo humano e o limite do corpo.<br />
Saturno era, até o séc. XVIII, o planeta limite do sistema solar. Atualmente ele é o último planeta visível a olho nu do sistema, para os olhos treinados.<br />
Depois de tudo, só o que resta é Saturno. É isso que vemos nos documentários arqueológicos.<br />
Astrologicamente, Saturno fala de obrigações, responsabilidades, conquistas materiais. É o alto da montanha, o topo, o ápice de onde se tem a mais incrível vista da paisagem. Para chegar lá, ao topo, é preciso dobrar os joelhos na subida.<br />
Depois de Saturno vem Urano, o espaço, a porta de entrada da galáxia, a liberdade. Ir de Saturno para Urano, parodiando Led Zeppelin, é “Stairway to Heaven” (“Escada para o Céu”).<br />
Só é livre (Urano) quem se responsabiliza (Saturno). Ajoelhando-nos, fazemos contato com o divino em nós e tornamo-nos livres.</p>
]]></content:encoded>
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		<title>Sonhos</title>
		<link>http://www.patriciavalente.com.br/2008/09/16/sonhos/</link>
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		<pubDate>Tue, 16 Sep 2008 04:24:11 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Patrícia Valente</dc:creator>
		
		<category><![CDATA[Mural]]></category>

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		<description><![CDATA[Vi que esta vida aqui e este universo
]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p><small class="autor"><br />
</small><small class="autor">Fernando Pessoa</small></p>
<p>Sonhei, confuso, e o sono foi disperso,<br />
Mas, quando despertei da confusão,<br />
Vi que esta vida aqui e este universo<br />
Não são mais claros do que os sonhos são</p>
<p>Obscura luz paira onde estou converso<br />
A esta realidade da ilusão<br />
Se fecho os olhos, sou de novo imerso<br />
Naquelas sombras que há na escuridão.</p>
<p>Escuro, escuro, tudo, em sonho ou vida,<br />
É a mesma mistura de entre-seres<br />
Ou na noite, ou ao dia transferida.</p>
<p>Nada é real, nada em seus vãos moveres<br />
Pertence a uma forma definida,<br />
Rastro visto de coisa só ouvida.</p>
<p><em>28-9-1933</em></p>
]]></content:encoded>
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		<title>Fragmentos</title>
		<link>http://www.patriciavalente.com.br/2008/09/07/fragmentos/</link>
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		<pubDate>Mon, 08 Sep 2008 01:59:58 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Patrícia Valente</dc:creator>
		
		<category><![CDATA[Mural]]></category>

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		<description><![CDATA[Conhecerás o céu que a tudo envolve
e o seu princípio
]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p><small class="autor"><br />
Parmênides </small></p>
<p>De um lado o fogo, flama etérea,<br />
leve e sutil, em tudo a si mesmo símil.</p>
<p>Do outro lado, noite sem brilhos,<br />
densa noite tenebrosa.</p>
<p>Este estar do mundo,<br />
segundo leis que lhe convêm,<br />
a ti e todo t’o revelarei<br />
para que de nenhum mortal possa jamais ultrapassar-te o engenho.</p>
<p>Conhecerás a natureza do éter,<br />
as luzes que o constelam,<br />
a pura lâmpada do sol<br />
e a sua origem,<br />
e o olho redondo da lua<br />
no seu errante vaguear.</p>
<p>Conhecerás o céu que a tudo envolve<br />
e o seu princípio<br />
e como Anangkê, que o governa,<br />
lhe impôs guardar<br />
as órbitas dos astros.</p>
<p>filósofo grego<br />
séc. VI AC</p>
]]></content:encoded>
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		</item>
		<item>
		<title>Ora, direis, ouvir estrelas</title>
		<link>http://www.patriciavalente.com.br/2008/07/30/ora-direis-ouvir-estrelas/</link>
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		<pubDate>Wed, 30 Jul 2008 14:45:24 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Patrícia Valente</dc:creator>
		
		<category><![CDATA[Mural]]></category>

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		<description><![CDATA[“Ora (direis) ouvir estrelas! Certo
perdeste o senso!” ]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p><small class="autor">Olavo Bilac</small> </p>
<p>“Ora (direis) ouvir estrelas! Certo<br />
Perdeste o senso!” E eu vos direi, no entanto,<br />
Que, para ouvi-las, muita vez desperto<br />
E abro as janelas, pálido de espanto…<br />
E conversamos toda a noite, enquanto<br />
A via láctea, como um pálio aberto,<br />
Cintila. E, ao vir do sol, saudoso e em pranto,<br />
Inda as procuro pelo céu deserto.<br />
Direis agora: “Tresloucado amigo!<br />
Que conversas com elas? Que sentido<br />
Tem o que dizem, quando estão contigo?”</p>
<p>E eu vos direi: “Amai para entendê-las!<br />
Pois só quem ama pode ter ouvido<br />
Capaz de ouvir e de entender estrelas.”</p>
<p>Soneto XIII da obra Via-Láctea</p>
]]></content:encoded>
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		</item>
		<item>
		<title>Eros e Psiquê</title>
		<link>http://www.patriciavalente.com.br/2008/05/07/eros-e-psique/</link>
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		<pubDate>Wed, 07 May 2008 03:12:49 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Patrícia Valente</dc:creator>
		
		<category><![CDATA[Mural]]></category>

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		<description><![CDATA[Mas cada um cumpre o destino 
ela dormindo encantada, 
ele buscando-a sem tino 
pelo processo divino 
que faz existir a estrada.
]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p><em><small class="autor"><br />
</small></em><em><small class="autor">Fernando Pessoa</small></em></p>
<p>Conta a lenda que dormia<br />
uma Princesa encantada<br />
a quem só despertaria<br />
um infante, que viria<br />
de além do muro da estrada .</p>
<p>Ele tinha que, tentado,<br />
vencer o mal e o bem,<br />
antes que, já libertado,<br />
deixasse o caminho errado<br />
por o que à Princesa vem.</p>
<p>A Princesa adormecida,<br />
se espera, dormindo espera,<br />
sonha em morte a sua vida,<br />
e orna-lhe a fronte esquecida,<br />
verde, uma grinalda de hera.</p>
<p>Longe o infante, esforçado,<br />
sem saber que intuito tem,<br />
rompe o caminho fadado,<br />
ele dela é ignorado,<br />
ela para ele é ninguém.</p>
<p>Mas cada um cumpre o destino<br />
ela dormindo encantada,<br />
ele buscando-a sem tino<br />
pelo processo divino<br />
que faz existir a estrada.</p>
<p>E, se bem que seja obscuro<br />
tudo pela estrada fora,<br />
e falso, ele vem seguro,<br />
e vem vencendo estrada e muro,<br />
chega onde sem sono ela mora.</p>
<p>E, inda tonto do que houvera,<br />
à cabeça, em maresia,<br />
ergue a mão, e encontra hera,<br />
e vê que ele mesmo era<br />
a Princesa que dormia.</p>
]]></content:encoded>
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		</item>
		<item>
		<title>Lua adversa</title>
		<link>http://www.patriciavalente.com.br/2008/05/07/lua-adversa/</link>
		<comments>http://www.patriciavalente.com.br/2008/05/07/lua-adversa/#comments</comments>
		<pubDate>Wed, 07 May 2008 03:12:31 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Patrícia Valente</dc:creator>
		
		<category><![CDATA[Mural]]></category>

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		<description><![CDATA[Fases que vão e que vêm,
no secreto calendário
que um astrólogo arbitrário
inventou para meu uso.
]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p><em><small class="autor"><br />
Cecília Meireles</small></em></p>
<p>Tenho fases, como a lua,<br />
fase de andar escondida,<br />
fases de vir para a rua&#8230;</p>
<p>Perdição da minha vida!<br />
Perdição da vida minha!<br />
Tenho fase de ser tua,<br />
tenho outras de ser sozinha.</p>
<p>Fases que vão e que vêm,<br />
no secreto calendário<br />
que um astrólogo arbitrário<br />
inventou para meu uso.</p>
<p>E roda a melancolia<br />
seu interminável fuso!</p>
<p>Não me encontro com ninguém<br />
(tenho fases, como a lua&#8230;)<br />
no dia de alguém ser meu<br />
não é dia de eu ser sua&#8230;</p>
<p>E, quando chega esse dia,<br />
o outro desapareceu&#8230;</p>
]]></content:encoded>
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		</item>
		<item>
		<title>Ou isto ou aquilo</title>
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		<pubDate>Wed, 07 May 2008 03:12:22 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Patrícia Valente</dc:creator>
		
		<category><![CDATA[Mural]]></category>

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		<description><![CDATA[É uma grande pena que não se possa
estar ao mesmo tempo nos dois lugares!]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p><em><small class="autor"><br />
Cecília Meireles</small></em></p>
<p>Ou se tem chuva e não se tem sol,<br />
ou se tem sol e não se tem chuva.</p>
<p>Ou se calça a luva e não se põe o anel,<br />
ou se põe o anel e não se calça a luva.</p>
<p>Quem sobe nos ares não fica no chão,<br />
quem fica no chão não sobe nos ares.</p>
<p>É uma grande pena que não se possa<br />
estar ao mesmo tempo nos dois lugares!</p>
<p>Ou guardo dinheiro e não compro doce,<br />
ou compro doce e não guardo dinheiro.</p>
<p>Ou isto ou aquilo: ou isto ou aquilo&#8230;<br />
e vivo escolhendo o dia inteiro!</p>
<p>Não sei se brinco, não sei se estudo,<br />
se saio correndo ou fico tranqüilo.</p>
<p>Mas não consegui entender ainda<br />
qual é melhor: se é isto ou aquilo.</p>
]]></content:encoded>
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		</item>
		<item>
		<title>Serenata dos astros</title>
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		<pubDate>Wed, 07 May 2008 03:12:12 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Patrícia Valente</dc:creator>
		
		<category><![CDATA[Mural]]></category>

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		<description><![CDATA[A lua é seresteira
de primeira...]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p><em><small class="autor"><br />
</small></em><em><small class="autor">Célia Natalina dos Santos</small></em></p>
<p><em><small class="autor"></small></em>Noite acordada<br />
lua clara<br />
nem estrelas,<br />
brisa,<br />
céu,<br />
irão dormir.</p>
<p>É dia de serenata<br />
dos astros<br />
e ouço a melodia<br />
já surgir.</p>
<p>A lua é seresteira<br />
de primeira,<br />
estrelas tocam bandolins,<br />
vai haver música<br />
a noite inteira<br />
até que o sol<br />
acabe de dormir.</p>
<p>Você também é convidado<br />
basta trazer o coração<br />
para assistir.</p>
]]></content:encoded>
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		</item>
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